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IBGE: Mais de 1,5 milhão de estudantes faltaram às aulas por insegurança no trajeto até a escola

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IBGE: Mais de 1,5 milhão de estudantes faltaram às aulas por insegurança no trajeto até a escola

Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024 divulgada nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que cerca de 12,5% dos alunos de 13 a 17 anos deixaram de ir à escola nos 30 dias anteriores à pesquisa por falta de segurança no trajeto entre a casa e a instituição. Isso representa cerca de 1,54 milhão de adolescentes. A pesquisa também mostra que 13,7% dos alunos (cerca de 1,69 milhão) faltaram por não se sentirem seguros dentro da própria escola, um índice que cresceu 2,9 pontos percentuais em relação a 2019, na última edição do levantamento. O medo no caminho da escola atinge o dobro de alunos da rede pública em relação à rede privada: enquanto 13,8% dos estudantes de escolas públicas deixaram de frequentar aulas por receio no trajeto, o índice cai para 5,4% entre os alunos da rede particular. ???? Baixe o app do g1 para ver notícias em tempo real e de graça ???? A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com o Ministério da Saúde e apoio do Ministério da Educação. Esta é a quinta edição do levantamento, feito em 2024, e abrange mais de 12,3 milhões de jovens entre 13 e 17 anos matriculados em escolas públicas e privadas de todo o país. O questionário foi feito com alunos, que responderam sobre sua percepção, e diretores das escolas, que abordaram a instituição e seu entorno. Insegurança no Rio de Janeiro O estado do Rio de Janeiro registrou o índice de 25,6% de estudantes impactados por suspensão de atividades devido à insegurança. O valor é mais de três vezes superior à média nacional: 7,7% dos estudantes no Brasil frequentavam escolas que tiveram de suspender as aulas por motivo de segurança. Em seguida, estão os estados da Bahia (22,0%) e Rio Grande do Norte (15,9%). LEIA MAIS Menino de 12 anos é baleado em escola ao lado de batalhão da PM no Complexo da Maré Duas crianças e uma adolescente são baleadas na saída da escola na Zona Oeste do Rio Estudo revela os efeitos da violência armada na aprendizagem de crianças e adolescentes Percentual de estudantes de 13 a 17 anos em escolas cujo responsável da instituição ou diretor tiveram de suspender ou interromper as aulas por motivo de segurança em termos de violência alguma vez nos 12 meses anteriores à pesquisa, Alberto Correa - Arte/g1 Tem uma sugestão de reportagem? Fale com o g1 Percepção de segurança no entorno da escola A PeNSE questionou os diretores ou responsáveis pelas instituições de ensino sobre a percepção de segurança no entorno da escola. Os dados abaixo mostram o percentual de alunos em escolas cujo responsável pela instituição viu ou presenciou violência na região nos 12 meses anteriores à pesquisa: Assaltos e roubos a pessoas, residências e comércios: 28,4% dos estudantes. Tiros ou tiroteios: 13,6% Venda de drogas: 38,0% Agressão física ou espancamento: 16,7% Assassinato: 10,7% Violência sexual: 9,8% No recorte por unidades da federação, o Distrito Federal apresenta o cenário mais crítico em três das seis situações de violência monitoradas: possui o maior percentual de estudantes em escolas cujos diretores relataram, na localidade onde a escola está situada, a ocorrência de venda de drogas (63%), assaltos e roubos (57%) e agressão física ou espancamento (43%). Em outras categorias, o Rio de Janeiro lidera isoladamente em situações de tiros ou tiroteios (35%), enquanto Amapá registra o maior índice de relatos de assassinatos (22%) e Espírito Santo a maior percepção de casos de violência sexual (23%) no entorno escolar. Outros resultados da PeNSE 2024: 9% dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos dizem ter sido forçados a relações sexuais 15% das adolescentes deixaram de ir à escola ao menos um dia no ano por falta de absorvente 3 em cada 10 estudantes adolescentes usaram cigarros eletrônicos alguma vez na vida Mais de 40% dos adolescentes de 13 a 17 anos afirmam que não estão satisfeitos com a própria imagem corporal. Marca de tiro em cadeira da Escola Estadual Primo Bitti, em Aracruz, ES Reprodução/TV Gazeta

Publicada por: RBSYS

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